domingo, 7 de agosto de 2016

quinta-feira, 14 de julho de 2016

COM QUE PESSOA, INDISCUTIVELMENTE, VOCÊ DEVERIA SE CASAR?

Que seja cedo ou nem tanto, em algum momento da vida, creio eu, a gente acaba se perguntando se, a partir dali, vamos passar os nossos dias sozinhos ou acompanhados; se um dia, casaremos de vestido branco; se os filhos serão dois, ou nenhum. Pode acontecer que quando esses questionamentos nos alcancem, a gente ainda não saiba muito da vida ou sequer tenha feito muitos planos. Contudo, quando chega a ansiedade e um possível medo da solidão se instala em nós, nosso "eu-sonhador" começa a desenhar em nossas expectativas aquele (ou aquela) que seria o nosso par ideal. E é aí que o erro começa.

Eu já idealizei tanto! Já me comprometi comigo mesma em me relacionar apenas com quem se encaixasse em meus devaneios. Que sonhasse os meus sonhos. Que vivesse os meus planos. E que fosse, o máximo que pudesse, parecido comigo. Doce ilusão. "Não se pode predefinir o amor, Laysla!" - é o que alguém deveria ter me dito. Talvez, eu mesma. Tudo isso, toda essa coisa de idealizar quem se quer, para que ouvisse um dia, quem sabe: "Prometo estar contigo na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, até que a morte nos separe".

Calma! E se ninguém me disser isso um dia? E se ninguém te disser? Confesso que, durante muito tempo, eu dancei a música do amor fora do ritmo. Isso porque não entendia que o amor é dois. E eu poderia jurar que o amor era um. Com a ideia de que o amor era um, virei as costas para mim mesma e, por muitas vezes, ignorei meus valores e opiniões; até que, um dia, me esqueci quem eu era. Acredite, é possível esquecer. E essa é uma das maiores injustiças que alguém pode fazer consigo mesmo: esquecer-se de si.

Para a minha sorte, o tempo passa. O tempo passa e traz com ele ensinamentos indispensáveis, como esse: quem, senão eu mesma, me acompanharia alegre ou triste, saudável ou enferma, rica ou pobre? Quanto tempo eu levei para descobrir! A pessoa com quem eu deveria me casar era eu. O meu compromisso, aconteça o que acontecer é, primeiramente, comigo; ainda que seja ora leve, ora pesado; ora enriquecedor, ora insuportável. Ainda assim, quando me olho no espelho, sempre procuro encontrar a menina por quem me apaixonei. Às vezes, ela se esconde. Mas, com um olhar atento, eu sempre a encontro.

Depois que entendi essa verdade, me senti confortável para amar de novo. Dessa vez, um outro alguém. Um alguém único e não uma réplica de mim. Um alguém que entende que sou bígama. Casada com ele, sim. Mas, primeiro e sempre, comigo mesma.






Beijos e até!

terça-feira, 5 de julho de 2016

UM DOMINGO EM 10 FOTOS: SUAS ESCOLHAS FAZEM VOCÊ SORRIR? MESMO?

Já notei que, quando trata-se de escolha da carreira e da profissão, as coisas acontecem de maneiras diferentes para cada pessoa. Existem aquelas que sonham com algo específico desde muito novos; existem aquelas que não fazem a menor ideia de qual carreira escolher; e, ainda, existem aquelas que, em algum momento da vida, se apaixonaram por algo, mas com o passar do tempo, abriram o coração para outro sonho. Eu me encaixo bem nesse último grupo. 

E, sem dúvidas, vou te contar a razão.

SOBRE A ESCOLHA DA GRADUAÇÃO

Como eu já havia contado antes, sou graduada em Letras. Escrever é, indiscutivelmente, a minha grande paixão. Quando ainda estava na faculdade, sonhava que me tornaria escritora, colunista, redatora e afins. Mas, certamente, não dispensava a ideia de ser professora. Afinal, essa também era uma boa opção quanto ao meu curso. Já graduada, o que a realidade me trouxe de imediato - e que eu não rejeitei -, foi a oportunidade de lecionar. No início de 2012, eu já era, então, professora de Língua Portuguesa. Durante quase todo esse período, eu mantinha o blog, paralelamente. E, felizmente, há cerca de um ano, o meu empenho e dedicação ao bloguinho tem crescido e sendo mais reconhecido do que era anteriormente. O desejo de escrever profissionalmente, contudo, nunca foi esquecido. Engraçado como já ouvi muitas pessoas que compartilham desse meu sentimento: ter feito a sua escolha, mas ainda sentir que falta alguma coisa.

QUANDO MUDEI DE IDEIA

Como eu suspeitava, devido a minha curiosidade pelo novo, em algum momento me surgiu a ideia: "Laysla, que tal estudar algo completamente diferente do que faz?". Confesso que enquanto falava comigo mesma, essa ideia só crescia e tomava forma. Depois de muita reflexão e possibilidades, fiz a minha nova escolha: estudar maquiagem profissional. "Mas, Laysla, minha filha, você tem certeza disso?". Não! Certamente, eu não tinha certeza. Na verdade, ter certeza das coisas é muito arriscado, você não acha? De qualquer modo, embora eu notasse olhares um tanto questionadores quando eu comunicava a minha ideia, eu prossegui. Me matriculei em um curso de maquiagem e, desde então, troco a incerteza de antes pela máxima: cara, como eu poderia duvidar disso? Estou, definitivamente, amando o que faço! Me sinto como se houvesse uma nova energia me envolvendo. É tudo tão diferente e tão ... bom!

CARREIRA TRIPLA?

"Então, Laysla, com o que você trabalha hoje?" - você deve estar se perguntando. Bem, por mais estranho que possa parecer, vamos lá: atuo, ainda, como professora de Língua Portuguesa; trabalho, paralelamente, para a revista Gamazineart (contei aqui, você conferiu?), colaborando como produtora textual e revisora; e, ainda - e felizmente - como maquiadora profissional. E, é exatamente sobre esse último trabalho que queria te falar hoje.

O ENSAIO DE DOMINGO

Dia de sol vibrante, um veleiro em um cenário encantador no Bracuhy, em Angra dos Reis, e uma modelo com uma beleza única. Esse foi o meu trabalho de domingo. Na verdade, o nosso trabalho. Tamirys Braz, modelo, Thays Almeida, fotógrafa e eu, maquiadora, passamos um domingo de trabalho inesquecível! E me surpreende a ideia de trabalhar com tanta satisfação em pleno domingo, eu confesso. Venho, muito contente, compartilhar com vocês um preview desse ensaio, tão lindo, que realizamos!









Não ficou demais?

O QUE VOCÊ QUER DIZER COM ISSO, LAYSLA?

Eu quero dizer que, se você, como eu, ainda não está se sentindo completo e confortável com as suas escolhas, tenha certeza que buscar o que te preencha nunca será um erro. Embora muita gente questione, duvide ou tire conclusões precipitadas, só você sabe o que realmente te faz bem e te proporciona um desejo intenso de continuar seguindo em frente; de aprimorar cada vez mais o que faz; de oferecer ao outro o seu melhor. 

Algumas pessoas não compreendem como eu pude "desconsiderar" o meu diploma. A verdade é que não desconsiderei. Ainda continuo lecionando. Mas, ainda que um dia isso deixe de acontecer, concordo com o que me disseram um dia: nenhum conhecimento é descartado. Se você ainda duvida se aquilo que deseja é a coisa certa, imagine-se acordando todos os dias para cumprir essa função. Se isso te fizer abrir um sorriso, você saberá o que fazer.


Beijos e até!