sexta-feira, 13 de abril de 2018

AINDA SOBRE FELICIDADE.

(Imagem do Google).


Estou terminando a leitura do livro “A arte da imperfeição”, da Brené Brown, e um dos capítulos me despertou um insight, que mais parece um presente dos céus para mim. O capítulo fala sobre “cultivar brincadeiras e descanso”, mas a parte que me inspirou a escrever aqui novamente fala sobre felicidade. Somos convidados pela autora a fazermos duas perguntas a nós mesmos: (1) “O que você acha que te faria mais feliz?” e (2) “O que te faz feliz hoje?”.

Quando penso na pergunta (1), se eu precisasse listar, assim como na lista de Brené Brown, a minha teria várias coisas que preciso adquirir. Seria, basicamente, uma lista de aquisições. Seria não, é. Tenho em meu celular uma lista extensa de coisas que gostaríamos, Bruno e eu, de comprar para a casa e deixá-la mais bonita e confortável, por exemplo. Tenho também uma lista de peças de roupa “indispensáveis para o armário feminino” que ainda não completei. Não estou nem perto. E, se eu parar para pensar, consigo listar mais uma porção de itens que me fariam mais feliz nesse exato momento. A gente não pode negar que está sempre “precisando” de alguma coisa.

Em contrapartida, quando penso na pergunta (2), percebo que o que me faz feliz hoje não são necessariamente as aquisições que fiz ontem. O que me faz feliz – com aquela sensação de pertencimento a esse mundo e gratidão ao Universo – são coisas menos palpáveis. Me sinto muito feliz quando o Bruno chega em casa do trabalho e a gente pode ficar junto. Fico feliz quando consigo ficar calma e manter a tranquilidade mesmo com as adversidades acontecendo. Fico feliz quando pratico a minha criatividade, seja escrevendo, desenhando, fotografando; só por estar ali, comigo mesma. Fico feliz quando me sinto querida pela minha família e vejo que ela se importa conosco. Também me deixa feliz quando eles reconhecem que são queridos por nós. Fico muito feliz por ter, na geladeira, coisas que podemos comer; mas, fico mais feliz ainda por poder sentar à mesa com o Bruno, comer e conversar. [Só não fico tão feliz quando o Balu tenta subir na mesa. Ele ainda está aprendendo. Ou não.] Fico muito feliz quando participo das reuniões espirituais e estou ali, junto com outras pessoas, elevando nossos pensamentos. Fico feliz quando tenho uma conversa profunda com um amigo e percebo que temos mais em comum do que poderíamos imaginar. A gente não pode negar que são muitos detalhes que nos fazem felizes. E que não custam muito.

Eu não sei se você se sente, também, dependente da sua lista de aquisições, muitas vezes. Nossa cultura materialista trabalha pesado para nos fazer acreditar que ter coisas é sinônimo de felicidade. E a gente acredita. É legal ter coisas e uma vida minimamente confortável – não sejamos hipócritas. Mas, em essência, no mais profundo do nosso coração, a gente sabe que acumular pertences durante a vida não é – mesmo – o que mais importa.


Beijos e até!

domingo, 7 de agosto de 2016

ENCONTRE-ME EM UM NOVO ENDEREÇO! ❤


Com alegria, muita alegria, anuncio o novo endereço do blog, amigos! 
Te encontro por lá!


Beijos e até!

quinta-feira, 14 de julho de 2016

COM QUE PESSOA, INDISCUTIVELMENTE, VOCÊ DEVERIA SE CASAR?

Que seja cedo ou nem tanto, em algum momento da vida, creio eu, a gente acaba se perguntando se, a partir dali, vamos passar os nossos dias sozinhos ou acompanhados; se um dia, casaremos de vestido branco; se os filhos serão dois, ou nenhum. Pode acontecer que quando esses questionamentos nos alcancem, a gente ainda não saiba muito da vida ou sequer tenha feito muitos planos. Contudo, quando chega a ansiedade e um possível medo da solidão se instala em nós, nosso "eu-sonhador" começa a desenhar em nossas expectativas aquele (ou aquela) que seria o nosso par ideal. E é aí que o erro começa.

Eu já idealizei tanto! Já me comprometi comigo mesma em me relacionar apenas com quem se encaixasse em meus devaneios. Que sonhasse os meus sonhos. Que vivesse os meus planos. E que fosse, o máximo que pudesse, parecido comigo. Doce ilusão. "Não se pode predefinir o amor, Laysla!" - é o que alguém deveria ter me dito. Talvez, eu mesma. Tudo isso, toda essa coisa de idealizar quem se quer, para que ouvisse um dia, quem sabe: "Prometo estar contigo na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, até que a morte nos separe".

Calma! E se ninguém me disser isso um dia? E se ninguém te disser? Confesso que, durante muito tempo, eu dancei a música do amor fora do ritmo. Isso porque não entendia que o amor é dois. E eu poderia jurar que o amor era um. Com a ideia de que o amor era um, virei as costas para mim mesma e, por muitas vezes, ignorei meus valores e opiniões; até que, um dia, me esqueci quem eu era. Acredite, é possível esquecer. E essa é uma das maiores injustiças que alguém pode fazer consigo mesmo: esquecer-se de si.

Para a minha sorte, o tempo passa. O tempo passa e traz com ele ensinamentos indispensáveis, como esse: quem, senão eu mesma, me acompanharia alegre ou triste, saudável ou enferma, rica ou pobre? Quanto tempo eu levei para descobrir! A pessoa com quem eu deveria me casar era eu. O meu compromisso, aconteça o que acontecer é, primeiramente, comigo; ainda que seja ora leve, ora pesado; ora enriquecedor, ora insuportável. Ainda assim, quando me olho no espelho, sempre procuro encontrar a menina por quem me apaixonei. Às vezes, ela se esconde. Mas, com um olhar atento, eu sempre a encontro.

Depois que entendi essa verdade, me senti confortável para amar de novo. Dessa vez, um outro alguém. Um alguém único e não uma réplica de mim. Um alguém que entende que sou bígama. Casada com ele, sim. Mas, primeiro e sempre, comigo mesma.






Beijos e até!