domingo, 7 de agosto de 2016

quinta-feira, 14 de julho de 2016

COM QUE PESSOA, INDISCUTIVELMENTE, VOCÊ DEVERIA SE CASAR?

Que seja cedo ou nem tanto, em algum momento da vida, creio eu, a gente acaba se perguntando se, a partir dali, vamos passar os nossos dias sozinhos ou acompanhados; se um dia, casaremos de vestido branco; se os filhos serão dois, ou nenhum. Pode acontecer que quando esses questionamentos nos alcancem, a gente ainda não saiba muito da vida ou sequer tenha feito muitos planos. Contudo, quando chega a ansiedade e um possível medo da solidão se instala em nós, nosso "eu-sonhador" começa a desenhar em nossas expectativas aquele (ou aquela) que seria o nosso par ideal. E é aí que o erro começa.

Eu já idealizei tanto! Já me comprometi comigo mesma em me relacionar apenas com quem se encaixasse em meus devaneios. Que sonhasse os meus sonhos. Que vivesse os meus planos. E que fosse, o máximo que pudesse, parecido comigo. Doce ilusão. "Não se pode predefinir o amor, Laysla!" - é o que alguém deveria ter me dito. Talvez, eu mesma. Tudo isso, toda essa coisa de idealizar quem se quer, para que ouvisse um dia, quem sabe: "Prometo estar contigo na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, até que a morte nos separe".

Calma! E se ninguém me disser isso um dia? E se ninguém te disser? Confesso que, durante muito tempo, eu dancei a música do amor fora do ritmo. Isso porque não entendia que o amor é dois. E eu poderia jurar que o amor era um. Com a ideia de que o amor era um, virei as costas para mim mesma e, por muitas vezes, ignorei meus valores e opiniões; até que, um dia, me esqueci quem eu era. Acredite, é possível esquecer. E essa é uma das maiores injustiças que alguém pode fazer consigo mesmo: esquecer-se de si.

Para a minha sorte, o tempo passa. O tempo passa e traz com ele ensinamentos indispensáveis, como esse: quem, senão eu mesma, me acompanharia alegre ou triste, saudável ou enferma, rica ou pobre? Quanto tempo eu levei para descobrir! A pessoa com quem eu deveria me casar era eu. O meu compromisso, aconteça o que acontecer é, primeiramente, comigo; ainda que seja ora leve, ora pesado; ora enriquecedor, ora insuportável. Ainda assim, quando me olho no espelho, sempre procuro encontrar a menina por quem me apaixonei. Às vezes, ela se esconde. Mas, com um olhar atento, eu sempre a encontro.

Depois que entendi essa verdade, me senti confortável para amar de novo. Dessa vez, um outro alguém. Um alguém único e não uma réplica de mim. Um alguém que entende que sou bígama. Casada com ele, sim. Mas, primeiro e sempre, comigo mesma.






Beijos e até!

terça-feira, 5 de julho de 2016

UM DOMINGO EM 10 FOTOS: SUAS ESCOLHAS FAZEM VOCÊ SORRIR? MESMO?

Já notei que, quando trata-se de escolha da carreira e da profissão, as coisas acontecem de maneiras diferentes para cada pessoa. Existem aquelas que sonham com algo específico desde muito novos; existem aquelas que não fazem a menor ideia de qual carreira escolher; e, ainda, existem aquelas que, em algum momento da vida, se apaixonaram por algo, mas com o passar do tempo, abriram o coração para outro sonho. Eu me encaixo bem nesse último grupo. 

E, sem dúvidas, vou te contar a razão.

SOBRE A ESCOLHA DA GRADUAÇÃO

Como eu já havia contado antes, sou graduada em Letras. Escrever é, indiscutivelmente, a minha grande paixão. Quando ainda estava na faculdade, sonhava que me tornaria escritora, colunista, redatora e afins. Mas, certamente, não dispensava a ideia de ser professora. Afinal, essa também era uma boa opção quanto ao meu curso. Já graduada, o que a realidade me trouxe de imediato - e que eu não rejeitei -, foi a oportunidade de lecionar. No início de 2012, eu já era, então, professora de Língua Portuguesa. Durante quase todo esse período, eu mantinha o blog, paralelamente. E, felizmente, há cerca de um ano, o meu empenho e dedicação ao bloguinho tem crescido e sendo mais reconhecido do que era anteriormente. O desejo de escrever profissionalmente, contudo, nunca foi esquecido. Engraçado como já ouvi muitas pessoas que compartilham desse meu sentimento: ter feito a sua escolha, mas ainda sentir que falta alguma coisa.

QUANDO MUDEI DE IDEIA

Como eu suspeitava, devido a minha curiosidade pelo novo, em algum momento me surgiu a ideia: "Laysla, que tal estudar algo completamente diferente do que faz?". Confesso que enquanto falava comigo mesma, essa ideia só crescia e tomava forma. Depois de muita reflexão e possibilidades, fiz a minha nova escolha: estudar maquiagem profissional. "Mas, Laysla, minha filha, você tem certeza disso?". Não! Certamente, eu não tinha certeza. Na verdade, ter certeza das coisas é muito arriscado, você não acha? De qualquer modo, embora eu notasse olhares um tanto questionadores quando eu comunicava a minha ideia, eu prossegui. Me matriculei em um curso de maquiagem e, desde então, troco a incerteza de antes pela máxima: cara, como eu poderia duvidar disso? Estou, definitivamente, amando o que faço! Me sinto como se houvesse uma nova energia me envolvendo. É tudo tão diferente e tão ... bom!

CARREIRA TRIPLA?

"Então, Laysla, com o que você trabalha hoje?" - você deve estar se perguntando. Bem, por mais estranho que possa parecer, vamos lá: atuo, ainda, como professora de Língua Portuguesa; trabalho, paralelamente, para a revista Gamazineart (contei aqui, você conferiu?), colaborando como produtora textual e revisora; e, ainda - e felizmente - como maquiadora profissional. E, é exatamente sobre esse último trabalho que queria te falar hoje.

O ENSAIO DE DOMINGO

Dia de sol vibrante, um veleiro em um cenário encantador no Bracuhy, em Angra dos Reis, e uma modelo com uma beleza única. Esse foi o meu trabalho de domingo. Na verdade, o nosso trabalho. Tamirys Braz, modelo, Thays Almeida, fotógrafa e eu, maquiadora, passamos um domingo de trabalho inesquecível! E me surpreende a ideia de trabalhar com tanta satisfação em pleno domingo, eu confesso. Venho, muito contente, compartilhar com vocês um preview desse ensaio, tão lindo, que realizamos!









Não ficou demais?

O QUE VOCÊ QUER DIZER COM ISSO, LAYSLA?

Eu quero dizer que, se você, como eu, ainda não está se sentindo completo e confortável com as suas escolhas, tenha certeza que buscar o que te preencha nunca será um erro. Embora muita gente questione, duvide ou tire conclusões precipitadas, só você sabe o que realmente te faz bem e te proporciona um desejo intenso de continuar seguindo em frente; de aprimorar cada vez mais o que faz; de oferecer ao outro o seu melhor. 

Algumas pessoas não compreendem como eu pude "desconsiderar" o meu diploma. A verdade é que não desconsiderei. Ainda continuo lecionando. Mas, ainda que um dia isso deixe de acontecer, concordo com o que me disseram um dia: nenhum conhecimento é descartado. Se você ainda duvida se aquilo que deseja é a coisa certa, imagine-se acordando todos os dias para cumprir essa função. Se isso te fizer abrir um sorriso, você saberá o que fazer.


Beijos e até!

domingo, 26 de junho de 2016

SOBRE O DIA EM QUE EU QUIS DESISTIR.


Foi num dia qualquer. Dia em que uma porção de coisas aleatórias aconteciam. Em que eu acordei no mesmo horário de sempre, comi a mesma coisa no café da manhã e me comportei como quase sempre me comporto. Foi num dia desses, como outro qualquer, que eu pensei em desistir.

Não posso garantir que toda e qualquer pessoa, em algum momento, se depare com esse desejo. Mas, eu prefiro acreditar que sim. Procuro não me ater a ideia de super heróis; super humanos. Saber que existe gente que falha como eu, embora seja um pensamento egoísta, é também um grande conforto. Saber que não estamos sós, sempre é. Não ouço mais Nando Reis, mas me lembro daquele verso: "eles estavam livres da perfeição". Pensar em desistir seria inerente ao homem, então.

Antes que você pense que falo de amor, esclareço que não. Não foi do amor que eu pensei em desistir. Mas, sim, desse plano louco de escrever. De me expor. De me doar em cada letra. E, hoje, uma semana depois da noite que pensei em desistir, me dói lembrar disso. E eu, claro, vou te dizer o que houve. 

Nesse mesmo dia, comum como os outros, assisti à peça O Camareiro, com Tarcísio Meira e Kiko Mascarenhas. Nela, Tarcísio interpretava um ator, que depois de anos entregue ao teatro, vê-se no fim da vida sem ter alcançado grandes feitos; sem ter um grande reconhecimento; sem grandes riquezas; ainda que tenha dedicado toda a sua vida àquilo que amava: interpretar. Cansado e um tanto louco, o ator morre. E nada mais acontece.

Pode parecer ridículo, mas ao final do espetáculo eu não conseguia conter o choro. De alguma forma, aquela personagem que Tarcísio interpretou é um pouco de cada um de nós. ERA EU! A ideia de que nós duramos até sermos esquecidos se instalou em mim como num estalo. Às vezes, antes mesmo da morte, o esquecimento já nos alcança. E creio que foi isso que me emocionou tanto. O esquecimento é rápido como um piscar de olhos.

Às vezes você se pergunta qual é a razão de tanto esforço? Se pergunta por que continua tentando fazer algo de valor ainda que tantas pessoas o ignorem? Ou ainda se pergunta por que segue em frente enquanto existe quem queira o seu fracasso? Eu me pergunto. Aliás, naquela noite, eu me perguntei, literalmente. Enquanto chorava. Meu conforto veio no abraço do Bruno. E numa reflexão bem singela: 

- Laysla, você não adora o livro do Steve [Pavlina]?
- Adoro.
- Ele não faz ideia de que o livro dele mudou a sua vida.

E, claro, ele nunca vai saber. O que o Bruno quis dizer com isso me parece ter sido que se ao menos uma pessoa no mundo, seja essa pessoa quem for, se sentir inspirada pelas minhas palavras, ainda que tão simples, terá valido o cansaço, o esforço, a dedicação. Desistir, em última análise, me pareceu ser injusto comigo mesma. Aquele ator, na peça, morreu, sim; e foi esquecido. Mas, em vida, se dedicou ao que amava. Não seria esse o segredo da perseverança? Dedicar-se ao que ama?

Tenho certeza que, em qualquer dia desses, essa sensação voltará, embora eu não queira. Mas espero, de coração, que eu mantenha o esclarecimento que tive naquela noite, dentro de um abraço: se as minhas palavras me fizerem bem, fui fiel ao meu coração. Se fizerem bem a um outro alguém, alcancei aquilo que chamam de FELICIDADE!

sábado, 18 de junho de 2016

VOCÊ JÁ DESCOBRIU QUAL É O SEU VERDADEIRO ESTILO?

"Qualquer coisa é bela se vista de uma forma diferente." 
(Coco Chanel)

Eu, quando ainda tinha meus 14 anos (bons tempos!), cismava em prever o futuro e imaginava que, dez anos depois, toda a minha vida estaria "muito bem resolvida, obrigada!", desde o campo profissional ao meu estilo próprio. O tempo passa (na verdade, corre como Usain Bolt), e o que acontece? Nada, nada, nada, nada. Ou quase.

Brincadeiras à parte, de fato, o tempo corre mais rápido do que a gente pensa. Os planos que a gente faz, os sonhos que a gente tem, se não forem minuciosamente trabalhados dia após dia, correm o risco de escorrer pelos dedos. Não vou dizer que esse é o meu caso. Até por quê, nessa dos meus planos não saírem como eu desejei lá atrás, fiz conquistas ainda mais especiais, que eu sequer imaginei que poderia ter aos 24 anos.

Uma coisa que, nessa fase em que vivo, tem me feito pensar com cuidado e carinho é algo que na adolescência foi um problema para mim: o meu estilo próprio. Confesso que nunca me conectei muito bem com o mundo da moda. Sempre que eu tentava me apropriar de alguma referência "do momento", eu sentia que não sabia encaixar aquela peça/acessório ao meu "eu". E saía, quase sempre, me sentindo ridícula. É engraçado como as meninas e meninos dessa idade, hoje em dia, me surpreendem com a capacidade incrível que eles tem de se encontrar em um estilo. As pessoas, cada vez mais novas, tem achado uma forma muito íntegra de apresentar seu estilo próprio ao mundo. Como eu queria ter sido assim! Mas, enfim ... Hoje, eu já não me considero tão "aquém" desse universo. E, sabe, eu estou adorando!

SOBRE O MEU ESTILO ATUAL:

Já ouvi amigas dizendo coisas como: "Seu estilo tem um toque de vintage!" ou "Amiga, você é tão meiguinha!" e até "Laysla é a menina do bege!". Hahaha ... A minha mãe (Oi mãe!) sempre achou que eu deveria ser mais ousada do que essa eterna "menininha". E, posso te contar? Aos 24 anos, isso ainda não a-con-te-ceu. Acho que eu continuo mantendo um tipo de delicadeza, ou sobriedade, não sei, que me impede de me sentir bem com peças, digamos, mais arrasadoras. E, de coração, não acho que isso seja um problema. Só quando eu quero parecer sexy em alguma ocasião e exibo um look de 12 anos de idade. Enfim ...

Já me bandeei pelos campos verdejantes dos tons pastéis e estampas miudinhas. Ai, que saudade! Definitivamente, me encontro nesse combo que, muitas amigx chamam de estilo "vovó". Fazer o que, né?! Mas, de uns meses até aqui, houve uma mudança significativa no meu modo de me vestir e me mostrar, afinal de contas, a moda representa a nossa personalidade; o nosso estilo de vida. E o meu, tem mudado. Descobri e rendi a um meio de compras mais alternativo, que é ...

A MARAVILHA DOS BRECHÓS!

Sim! Sei que existe ainda muito preconceito com peças de brechós. Aquela roupa pode ter sido de alguém que morreu, de alguém com o coração ruim, de alguém que vai te ver na rua com aquela peça e te reconhecer. Ah, gente! Para mim, lavou, tá novo. Não? Ok. Quase isso! Tenho visitado, quando posso, alguns brechós de Volta Redonda. Não me lembro os nomes, mas vou resolver isso e volto para contar para vocês. 

Com essa coisa de brechó, aquilo que alguma amiga já disse sobre eu ter um toque meio vintage, parece estar se lapidando. Eu tenho gostado muito. As estampas miúdas perderam um pouquinho de espaço no meu armário; e o menos tem sido mais para mim. Poucos acessórios, poucas cores: um tipo de minimalismo contido, eu diria. 

Com esse papo todo, se tem um conselho que quero te dar é: abuse dos brechós. Se você é daqueles que tem algum preconceito com os bonitinhos: para, baby! É sério. 

Não sei se isso é o suficiente, mas eu até sai do conforto do meu lar, insisti com o Bruno e fomos fazer umas fotos para mostrar para vocês duas blusinhas [do amor] que eu comprei em brechó. Uma custou R$3 e a outra R$5. Para tudo, mundo! Como assim?! 

LÁ VEM!











E O SEU ESTILO?

Quem sou eu para te dar dicas de estilo, né, meu bem? Mas, o que eu posso te aconselhar é baseado no que eu mesma experimentei nessa minha saga. Eu penso que, se você ainda não se sente bem com aquilo que veste ou como se apresenta, deveria pensar nisso:

 Será que você está tentando se encaixar em um padrão imposto que não te agrada?
 Você tem medo de usar aquilo que adora por que tem receio de parecer bizarro?
 Você tenta fazer parte de um grupo de gente que nada tem a ver com você?
 Você pensa que o seu corpo não "condiz" com aquilo que quer usar?

Se você respondeu "sim" para qualquer uma dessas alternativas: APENAS PARE! Você não precisa explicar as suas escolhas a ninguém. Lembra que falei aqui sobre a verdade? Se render ao seu gosto é um meio de aproximar a VERDADE de você. Já pensou nisso? Essa busca é tão prazerosa! Me conte aqui nos comentários sobre o seu estilo e sobre como chegou até ele. Eu vou adorar saber! Eu ainda estou me encontrando, confesso. Mas, se amanhã eu achar que o que escolhi até aqui não me compete, eu mudo. E, que delícia é poder mudar!

Beijos e até!

terça-feira, 14 de junho de 2016

QUANDO "AQUILO" FINALMENTE ACONTECE!

Sabe quando você deseja muito que algo aconteça, mas ainda não sabe bem como seria se acontecesse?! Seria mais ou menos assim ...

Eu não consigo me lembrar de qual foi última vez que tive uma noite tão imprevisível como foi da última quarta-feira, 08. O que houve nessa noite tem a ver com algo que eu já compartilhei no Facebook (no sábado): a minha participação, e a do Bruno também, em uma revista virtual chamada GamazineArt. Como nada foi explicado com detalhes - e eu não gosto disso -, vim fazê-lo. Bem, antes de ir direto ao assunto, posso exercer a minha atividade inerente que é divagar?! Vem comigo!

SOBRE O MEU AMOR PELA ESCRITA:

Desde que eu era criança, amo escrever. Cartas; poemas; músicas; o que quer que seja. Hoje, já adulta, compartilho desse amor com você, que cede um pouquinho do seu tempo para se distrair com as minhas palavras e, quem sabe, aprender qualquer pequena coisinha com elas. Considero a possibilidade de aprender com os outros uma coisa valiosa; então, me lançar nesse caminho de "mão dupla do bem" dos textos virtuais tem me feito muito feliz. Cada vez que ouço alguém dizer que gostou do que escrevi, que se identificou com algo que fiz, que curtiu algum livro que indiquei por aqui ou qualquer outra coisa do gênero, recebo uma carga de energia que faz meu coração vibrar. Você, provavelmente, não sabia disso. Mas é verdade. E eu preciso, mesmo, te agradecer!

SOBRE O PROJETO QUE FEZ DE MIM (PÁ!) UMA REDATORA:

Você se lembra quando eu citei a lei da atração em um dos textos passados? Pois é! O meu desejo de escrever parece ter sido ouvido pelo Universo e ter, assim, atraído essa nova oportunidade para perto de nós. Como eu havia dito antes, por aqui, fomos convidados pelo fotógrafo Chagas Sá, de Angra dos Reis, para fazer parte da equipe GamazineArt! Uma revista virtual que contempla assuntos como comportamento, moda, gastronomia, música, cultura, eventos, entre tantos outros interesses; seja da cidade ou não. Definitivamente, esse é o primeiro passo para um novo caminho que queremos trilhar. O valor desse convite para mim - que não contava que minha escrita passaria desse cantinho aqui, onde você está agora - é indizível! Uma citação que se encaixa bem em minhas expectativas e que explica a minha felicidade é essa, de Martin Luther King: "Suba o primeiro degrau com fé. Não é necessário que você veja toda a escada. Apenas dê o primeiro passo." Esse é o nosso primeiro degrau. 

A NOITE MAIS SURPREENDENTE DOS ÚLTIMOS TEMPOS:

É aqui que a insanidade do bem começa! Graças à revista, o Bruno e eu temos entrado como IMPRENSA no evento FITA - FESTIVAL INTERNACIONAL DE ANGRA DOS REIS. E isso eu também já disse antes, em algum lugar. Na quarta-feira, como previsto, realizávamos o seguinte: fazíamos entrevistas aos visitantes do evento e fotografávamos a peça GALILEU GALILEI. Ao final do espetáculo, fomos um pouco mais ousados: o Bruno subiu ao palco e pediu a atriz Denise Fraga (que mulher inteligente!) que nos concedesse uma breve entrevista. Ela, gentilmente, pediu que a gente aguardasse. 

Ok! Tudo bem! Tudo legal! Tudo na calma! 
Não, não! Não tô calma... Fica calma, Laysla! 
Vou sentar! Vou levantar! 
Cadê a Denise?! Bruno, ca-dê a Denise?

Enquanto esperávamos, o elenco foi se aproximando e nós, claramente, aproveitamos a oportunidade. Daniel Warren (sim, amigos que, como eu, assistiram Disney Channel! Aquele mesmo, do Art Attack!), com toda gentileza do mundo, foi entrevistado por nós. Meu coração, ali, já estava na boca. Até por que, pasmem, eu sabia que conhecia o Daniel de algo marcante na TV, mas quem disse que eu lembrei que ele era o cara que ensinou artes a mim e ao meu irmão por tanto tempo? Não lembrei! Mas, espere, que o negócio piora. Quer dizer, melhora!

Conseguimos, enfim, falar com a Denise (amiga íntima!). A entrevista foi breve, mas aqueles minutos nos pareceram horas e, na minha cabeça, eu pensava: "Laysla, em que momento do seu dia você imaginou que você e o Bruno estariam conversando com a Denise Fraga essa noite?!" Insano! 

AGORA, OLHA ISSO!

Quando terminamos, mais uma vez encontramos o Daniel. O Warren. O do Art Attack. Ele procurava por um táxi. E eu, como um gato, perguntei se ele aceitaria uma carona nossa. Resumo da ópera: levamos o Daniel até o hotel; conversamos muito no carro; ele nos convidou para jantar e nós, educadinhos que somos, não aceitamos. Agora, estou profundamente arrependida!; e nos chamou de anjinhos. De an-ji-nhos! Nós só viemos a descobrir que ele era ele graças ao alunos do Bruno. Se eles estivessem com a gente naquela noite e tivessem nos alertado sobre o disneylandismo do Daniel, a gente poderia ter aprendido um montão de artes manuais. Que poxinha!

ENFIM ...

Essa foi uma longa história. E, olha, tentei tanto resumi-la! Mas, me desculpem: é difícil caber nas palavras o que mal coube no coração, de grande que é. E isso nada tem a ver com entrevistar globais. Nada! Isso tem a ver com a minha escrita. Comigo. Com o Bruno. Com você. Obrigada por estar aqui. Por ler. Por voltar. Só estou escrevendo porque pessoas como você seguram a caneta juntinho comigo. Está acontecendo.

Beijos no seu coração! E até.


domingo, 12 de junho de 2016

COM AMOR, PARA O MEU NAMORADO.


(❤ Inspirado na música "Ainda", do Silva. Põe pra tocar?!)

Ainda espero, ansiosa, a sua hora de chegar em casa. Antes, a minha; hoje, a de nós dois. Para te abraçar apertado e encher a sua cabeça de coisas que passaram pela minha durante o dia. Ainda não aprendi a te deixar descansar.

Ainda dou risadas, sinceras, de quando você dança seus passos desconjuntados a qualquer hora. Não sei se é para me fazer rir; não sei se é para se fazer rir. Sei que, tanto para um, quanto para outro, dá certo. Sempre dá.

Ainda percebo o seu cuidado. E noto que ninguém, além de meus pais, já me cuidaram assim. Me emociono, ainda, quando coloca o lanche na minha bolsa; me dá o remédio e o copo d'água na mão; faz sopa de batatas quando gripo; se envolve, mesmo que estando tão cansado.

Ainda me envaideço quando me elogia, mesmo que eu teime em discordar. Não sei como você dá conta desse meu "do contra". Mas, mesmo assim, o que você me diz, afaga; e essa minha mania de não aceitar se esvai. Sempre vai.

Ainda te acho tão bonito! A sua barba, mesmo que me arranhe. Seu cabelo enroladinho. Seus olhos pequenos, apertados. Sua pele clara, sempre tão macia. Seu perfil de Marcelo Camelo do litoral. Tudo o que vejo em você ainda me encanta como no primeiro dia.

Juntos, já temos tempo. E temos tantos "aindas"! Como esse aqui: eu ainda te amo.

AINDA MAIS.

No Festival Internacional de Teatro de Angra dos Reis, no dia do nosso primeiro beijo. Lembra?

domingo, 5 de junho de 2016

AQUILO QUE VOCÊ ASSISTE PODE, SIM, MOLDAR VOCÊ.

Eu sou daquele tipo de pessoa que, quando assiste a um filme excelente, indica. Quando conhece um álbum sensacional de algum cantor, só fala nele. Quando descobre algum lugar que prepara um prato muito gostoso, quer levar todo mundo para lá. Quando algo me encanta, falo nisso por horas a fio. Você se identifica?

Pois é! Além disso, quando se trata de filmes, séries, músicas (e afins!) que eu passo a conhecer, logo procuro refletir sobre; questionar; perceber quem seria eu naquele contexto, naquela história. Já aprendi e desaprendi muita coisa com a arte, graças a esse hábito, felizmente. E, hoje, quero contar para você o que a peça "O BEIJO NO ASFALTO - O MUSICAL", de Nelson Rodrigues, me ensinou, me fez pensar, rever, constatar, reviver. Prometo que o meu foco não será resenhar a peça. Como você bem sabe, eu sempre venho aqui compartilhar os meus sentimentos. As minhas sensações. Então, vem comigo? As fotos são do Bruno, meu carinha.













Assistimos a ela na abertura do Festival Internacional de Teatro de Angra dos Reis, o FITA, na última sexta-feira. Se você se interessar (e eu acho que deveria!) em saber mais detalhes técnicos, você pode se informar pelo site oficial. Aqui, como eu disse antes, eu resolvi contar para você o que, nessa peça (e nesse dia, em especial), tocou o coração da gente de alguma forma. Depois de falar da peça, quero contar um pouquinho sobre essa noite, que nos surpreendeu de um jeito unicórnico, eu diria. Adoro essa palavra que inventei.

"O BEIJO NO ASFALTO" PARA REFLETIR:
  • Sobre a manipulação da mídia: Prometo tentar ser breve. Vamos lá! Quando um homem é atropelado por um ônibus, um outro, a fim de socorrê-lo, corre até ele e o segura entre os braços. Reunindo as suas últimas forças, o homem atropelado pede um beijo, um beijo na boca. Um beijo que Arandir não nega. O acontecimento logo vira notícia. A mídia, baseada em um jogo de interesses entre políticos e publicitários, ao invés de evidenciar o atropelamento e seus responsáveis, decide focar em Arandir e naquele beijo "proibido". O decorrer da peça baseia-se nesse ato. Você, se acompanha as redes sociais e os noticiários na TV, certamente já notou que a manipulação da mídia é uma verdade inquestionável. Não raro, o sensacionalismo se espalha e o que deveria, de fato, estar sob a atenção da mídia, passa por debaixo dos panos. Enquanto nós, espectadores, somos bombardeados com meias verdades e, quando não, com superficialidades. Quantas, quantas e quantas vezes a mídia reproduz o que "O BEIJO NO ASFALTO" denuncia?
  •  Sobre a fragilidade do "amor": A noiva de Arandir o ama e, segundo ela mesma diz, é extremamente feliz com ele. Porém, com tamanha polêmica envolvendo o nome de Arandir a respeito daquele beijo, Selminha começa a titubear ao defender o seu amor. Analisa antigas atitudes do marido até encontrar (ou seria mirabolar?) indícios que deixam suspeita a sua sexualidade. A pergunta que esse empasse me fez pensar foi: Quanta pressão externa o amor pode suportar? E, além disso, o que faria você desacreditar na palavra daquele que ama, ainda que ele nunca tenha mentido?
  •  Sobre amores reprimidos: Arandir era amado por um homem (vou manter segredo!), e esse amor só foi revelado ao final da peça. Também era amado por sua cunhada, Dalha, a irmã de Selminha. Ambos os amores foram escondidos no mais íntimo. E ambos os amores calados resultaram em atitudes drásticas quando a notícia do beijo no asfalto começou a se propagar. Aqui, eu me questiono se aqueles que reprimem ou escondem o amor que sentem por alguém por muito tempo podem ser verdadeiramente felizes.
  • Sobre acreditar em si, quando ninguém acredita: Arandir entendia que o beijo que havia dado naquele homem havia sido a coisa mais pura que ele já havia feito na vida. Embora as pessoas que viviam ao seu redor duvidassem da integridade de Arandir, ele não duvidava. Nem de sua sexualidade. Nem da força de seu amor por Selminha. Simplesmente confiava em si, embora soubesse que não era perfeito.
  • Sobre o preconceito escondido e revelado: Bastou o beijo no asfalto para que todos julgassem Arandir. De repente, todos os vizinhos, amigos de trabalho e familiares sabiam (na verdade, diziam saber) sobre algo que pusesse a sexualidade do homem em dúvida. A possibilidade de que ele amasse outro homem era, claramente, insuportável, inaceitável, digna de repúdio. Onde todos, antes, guardavam esse preconceito?

Além dessas reflexões, eu assumo que me emocionei (de chorinho mesmo!) com as canções desse musical. Que vozes! Que músicas! Espero que as minhas reflexões te levem a pensar junto comigo. A gente sempre tem muito o que aprender com a arte, certo?! Eu me despediria de você agora, mas não posso, sem antes contar a surpresa da noite de sexta.

A SURPRESA DA NOITE:

Lá vou eu tentar resumir outra vez! Já percebeu que não sou boa nisso, né? Anyway ... Há alguns dias atrás, o Bruno foi convidado pelo professor de fotografia dele, o Chagas, para assessorá-lo em um trabalho. Naquela noite, uma proposta linda nos surgiu. Ele nos convidou para participarmos de um PROJETO que promete ser um diferencial na nossa cidade. Mas, obviamente, vou manter segredo sobre o que se trata, posso? É que pretendo preparar um texto falando exclusivamente sobre isso. Mereço perdão?! A grande surpresa foi que, graças ao Chagas e ao nosso projeto, entramos como IMPRENSA na abertura do Fita! E o que é que eu fiz? Morri do coração.

Mentira, óbvio. Eu fiquei foi feliz demaaais! Posso adiantar, para te deixar com aquela pulguinha atrás da orelha, que entrevistei algumas pessoas e que o Bruno fez fotografias lindas! Foi, sinceramente, sensacional! Meu coraçãozinho acelerou no melhor dos sentidos e eu percebi que quando queremos muito alguma coisa, uma hora ou outra, se você estiver atento, ela acontece. Esse momento mexeu mesmo comigo e com as expectativas que tenho com a minha escrita. Você sabe que sou apaixonada por escrever, não sabe?! Enfim, como prometi, volto para contar sobre o projeto. Por enquanto, a gente vai trocando figurinhas sobre tudo o que nos faz "sentir".

Beijos e até!

segunda-feira, 30 de maio de 2016

COMO DESCOBRIR A VERDADE SOBRE VOCÊ MESMO?!

É surpreendente e até mesmo um pouco assustador, eu diria, a frequência com que fico mal sem entender muito bem a razão. Surge uma angustiazinha que me amarra a garganta e faz com que a voz saia fraquinha, fraquinha. Nesse dias, por mais que eu tente me envolver com alguma atividade ou tente repensar algum novo projeto, o prazer parece ter se escondido, receoso, como um cavalo marinho em um coral pouco colorido. Você conhece essa sensação?






Lendo um livro pela segunda vez, me atentei a uma teoria possível sobre a razão para que todas as pessoas do planeta se sentissem assim em algum momento de suas vidas: o afastamento da verdade. Sim, da verdade. Pense bem: em todos os aspectos da vida da gente, a chance de nos afastarmos da verdade é grande e muito real. Carreira, família, amigos, amor, hobbies ... Qual era o meu plano "A" mais sonhado quanto à formação da minha futura família? Eu mantenho amizades construtivas ou invisto energia em relações frágeis? A carreira que escolhi me satisfaz pelo dinheiro que ganho ou porque eu acordo todos os dias e amo a ideia de ir ao trabalho? A cidade em que moro corresponde realmente ao meu estilo de vida e planos futuros? 

Pense. Você vai notar que é muito fácil mentirmos para nós mesmos. E essa é uma verdade que não deveríamos, em hipótese alguma, abraçar. Por medo, por conforto, por covardia, já me encontrei, várias vezes, considerando mentiras que criei para mim mesma. E, francamente, não há desperdício maior do que depositar energia em qualquer coisa que sirva para o autoengano. Ou o engano do outro, que seja. Eu não posso - e não quero - isso. Não agora que entendi como é tênue a linha entre a verdade e a mentira.

Com a leitura que fiz, entendi que há meios simples da gente desenvolver a verdade e deixá-la um pouquinho mais perto de nós. Trouxe e quero compartilhar com você a minha compreensão sobre eles porque espero, DE VERDADE, que possa te ajudar em algo, em algum momento. Vem comigo!


5 MANEIRAS DE SE APROXIMAR DA VERDADE:

Perceba: Compreendi que é impossível ser verdadeiro quanto a sua vida sem que você olhe para ela. Como uma fotografia, a gente deve observar e analisar cada aspecto dessa longa estrada da vida (vou correndo e não posso parar?). Diferente do que diz a canção sertaneja, não precisa haver pressa e é permitido parar se o caminho que estiver percorrendo for o caminho em que o seu coração não esteja. 

Preveja: A previsão vem da experiência. Nossas experiências nos permitem prever os resultados que nossas decisões poderão gerar. Mas, não cometa o mesmo erro que eu cometo, às vezes. Reforce os resultados positivos, não os negativos. Um exemplo? Não é porque não me adaptei bem a um local de trabalho que nunca mais me adaptarei a outro. Não é porque já me machuquei em relação ao amor que me machucarei para sempre. Não mesmo. Pessoas são únicas e brilhantemente diferentes, não é mesmo? Liberte-se, então, do autorreforço negativo.

Precise: Supergeneralizar, ter preconceito e criar falsas profecias (autorrealizáveis) são grandes manchas no que eu chamaria de mapa. Eu penso nisso como um mapa de caça ao tesouro, sabe? Como eu poderia encontrar o tesouro se manchas como essas que citei denegrirem o meu mapa? Peço desculpas pela minha metáfora infantil, mas me pareceu compreensível. Clareza é o único meio de alcançar a verdade. Desfaça-se do que deixa turva a sua visão.

Aceite: Se você aceitar as consequências de longo prazo para as suas escolhas como satisfatórias, ótimo! Bom mesmo! Mas, caso o contrário, se você não aceita o que suas escolhas possam vir a gerar no futuro, livre-se delas o quanto antes.

Conscientize-se: As decisões não devem ser tomadas quando estamos em um estado de energia baixinho. Já fiz isso tantas vezes que perdi a conta! É necessário que a gente não esteja nem otimista demais, nem pessimista demais quando se trata de fazer escolhas.



Fico feliz por ter descoberto isso! E, mais ainda, por ter a chance de compartilhar. Por fim, deixo com vocês uma confissão de verdades que descobri sobre mim mesma recentemente:

VERDADES QUE DESCOBRI A MEU RESPEITO:

❤ Quanto à carreira, mais me interessa realizar as minhas funções com prazer e calma do que com tensão e algum receio. Entendi que o sucesso vem quando a gente trabalha com aquilo que ama e, como disse Osho, "com o que faz seu coração pulsar". Acredito que ser riquíssima, de coração, nunca vai ser o meu objetivo. Uns teriam pena de mim por isso. E eu, por isso, teria pena deles.

❤ Onde quer que eu esteja, é possível, sim, criar boas relações. Basta estar receptiva e atenta às pessoas ao meu redor. E, claro, é completamente possível manter uma relação de amizade à distância, contanto que esse seja o desejo de ambas as partes.

❤ A lei da atração me agrada muitíssimo!

Viver perto do mar me faz feliz demais. Acabaram as dúvidas.

Com o tempo, os planos podem mudar. E não há problema algum nisso.

O meu amor precisa ser, antes de qualquer coisa, o meu grande amigo. E ter encontrado esse amor é uma das grandes verdades da minha vida. Te amo, Bru.

Descobri que é impossível pensar em mim mesma como um ser desconectado das outras pessoas e dos outros elementos do Universo. Todos somos energia. 

Por enquanto, são essas. Quando descobrir outras, venho contar. E quanto as suas verdades? O que poderia compartilhar com a gente? Penso em fazer um texto com elas. O que acha? Pense bem. Beijos e até!

sábado, 21 de maio de 2016

ACREDITE: MUITAS PESSOAS ADORARIAM CONHECER VOCÊ AGORA!

Acho que não é segredo para ninguém que quando nos mudamos de cidade, emprego ou de qualquer ambiente que nos deixe expostos a novas pessoas e situações, aquele friozinho na barriga sempre surge em algum momento. Vocês sabem, como contei por aqui algumas vezes, que estou morando em Angra dos Reis desde dezembro. Isso, infelizmente, me distanciou um pouquinho de algumas grandes amizades que eu tinha em Volta Redonda, minha antiga cidade. Sabe como é? Aquela questão de o virtual não ser suficiente para substituir o presencial (embora ajude muito a nos manter mais "pertinhos"). Bem, mas sem devaneios, é "tão certo quanto o calor do fogo" (Oi Capital Inicial!) que eu preciso me conectar com outras pessoas na cidade em que moro hoje.

Não sei se você pensa como eu nesse quesito, mas eu sou apaixonada por criar relacionamentos. De verdade. Me dá um prazer imenso conhecer novas pessoas, ouvir as histórias de suas vidas (por menos que eu conheça sobre elas) e, claro, compartilhar coisas minhas também. Me sinto meio que "um livro aberto", sabe? E não vejo problema nisso não. Mas, nem sempre foi assim. Na minha adolescência, por exemplo, eu era mais seletiva quanto às pessoas que de quem eu me aproximaria. Isso porque queria ter por perto pessoas que se parecessem comigo; pessoas que pensassem de um jeito muito similar ao meu. E, hoje, olhando para trás, eu confesso que eu tinha um jeitinho bem esquisito de pensar. Anyway ... Não é surpresa que eu tenha perdido a chance de conhecer e criar vínculos com pessoas incríveis. 

Comparando a minha antiga fase com a minha situação de raciocínio atual, me considero numa posição muito melhor. Como eu havia dito: aberta a novas possibilidades, ainda que o outro seja claramente diferente de mim. Não vou dizer que é fácil. Você deve saber. Como manter uma conversa com alguém que tem uma opinião política, religiosa ou seja lá o que for, que seja diferente da sua?! Posso ser sincera?! É interessantíssimo! Imagine só se nos relacionássemos (como eu tinha o hábito de fazer) apenas com pessoas que tem e-xa-ta-men-te as mesmas considerações que as nossas! Acho, francamente, que seria difícil aprendermos novos conceitos, ideias, vertentes, experiências ... Se conectar com alguém ou algo completamente diferente de você pode ser fascinante e extremamente educativo. Estamos vivendo um período no país em que as opiniões divergentes se chocam e causam discussões mirabolantes, muitas vezes, não é? E é perceptível a diferença entre uma pessoa que sabe se envolver e analisar outras ideias, daquelas que não sabem. Enfim, esse é apenas um pequeno exemplo de que como saber entender o diferente é saudável.

Não falo apenas de pessoas, não, não. Já passou pela sua cabeça ler um livro sobre um assunto que você nunca leria? Eu, por exemplo, não entendo bulhufas de Física, mas tenho pensado em ler alguma coisinha que me faça entendê-la melhor. Até por quê, pasmem, minha única nota vermelha na época da escola foi em Física. Amigos de exatas, tenham dó de mim.

Bem, acho que me prolonguei. Não quero me perder aqui, então, voltemos ao assunto inicial.

VOLTANDO AO ASSUNTO,

com toda essa coisa de conexão passando pela minha cabeça, eu sabia que precisaria estar aberta e disposta a me conectar com as pessoas, embora, muitas e muitas vezes, a opção de assistir a uma série, debaixo da cobertinha, abraçada com o coisinho (Bruno!) me pareça atraente demais. É, impulsos como esse devem ser superados para que a gente cresça e experimente coisas novas, né?! 

Então, como se a lei da atração estivesse funcionando perfeitamente, o Bruno e eu conhecemos (através dos meus cunhados) um casal muito gente boa. Mas muito gente boa mesmo, cara! A Dani e o Felipe. Em um dos encontros em grupo, como num passe de mágica unicórnico, a Dani nos convidou para um passeio de domingo que tinha tudo para ser in-crí-vel: passear de veleiro nesse marzão de Angra dos Reis. E nós, ainda que a timidez tentasse nos coagir, aceitamos. E foi a melhor decisão que tivemos para aquele domingo! 

SOBRE UM PASSEIO CHEIO DE DESCOBERTAS:

Saímos de casa na manhã do último domingo, e seguimos para o porto. O Felipe e a Dani nos apresentaram o veleiro Vovó Carmen com aquele brilhinho nos olhos. Que bonito, gente! Foi a primeira vez que o Bruno e eu entramos em um veleiro. E, posso te contar uma coisa? Eu moraria feliz da vida em um desses. Conversamos para caramba, comemos lasanha, derrubamos lasanha no veleiro (né, Dani?), o Bruno aprendeu lições de vela com o Felipe (tem muito o que aprender ainda, meu amor!) e rimos, rimos, rimos. Por um momento, queria mesmo que o tempo parasse. É preciso saber apreciar os presentes que a vida te dá enquanto, vez ou outra, você está focado apenas nos problemas. Agarre o seu presente, sério. Aquele marzão sereno me pareceu um presente estupendo da vida. Aaaah, não poderia deixar de contar que nesse passeio eu conheci a Ilha Grande pela primeira vez. EBA! Fomos à Lagoa Azul. E eu fico sem palavras mesmo. Fizemos vários registros e quero compartilhar com você, ao invés de ficar escrevendo igual a uma doidinha.
















Agora, depois de tanto texto e tanta informação, você para e me pergunta: Ô Laysla, o que você quer me dizer com tudo isso? 

O QUE EU QUERO TE DIZER COM TUDO ISSO?

Olha, eu quero te dizer muitas coisas. Mas, entre elas, eu quero dizer que:

❤ as coisas boas estão por perto, você só precisa tirar o foco daquelas que te parecem ruins. Mesmo que seja difícil, continue tentando, tentando, tentando (assim como eu); 
conhecer pessoas novas é brilhante e uma experiência de desenvolvimento pessoal incrível;
❤ e, mais que isso: através das conexõesentendemos a essência do amor e ele pode estar em qualquer - QUALQUER - detalhe.

Deixo, por fim, essa citação de Steve Pavlina, que resume muito bem o que quero dizer: 

"Uma das maneiras mais fáceis de se conectar amorosamente com outras pessoas é compartilhar algo com elas. Compartilhe uma conversa. Compartilhe experiências. Compartilhe histórias. Compartilhe risos. Compartilhe uma refeição. Compartilhe um jogo. Compartilhe-se. A vida está repleta de oportunidades para compartilhar momentos interessantes com as pessoas."

Um beijo para você e para a sua paciência de ter lido tudo isso. Compartilhe o que quiser comigo nos comentários. Eu vou amar ler! Beijos e até.