sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

2 MESES VIVENDO SOB O MESMO TETO E ...


Nessa semana, enquanto eu trabalhava, abri a minha bolsa e , por sorte, encontrei uma garrafinha de água lá dentro. Pensei, entre um segundo e outro, que eu não me lembrava de quando a havia posto ali. Já em casa, me dei conta de que não, eu não estava ficando louca. De fato, não havia sido eu a guardar a garrafinha na bolsa. Até por que, em que momento da minha vida eu me preocuparia em me hidratar e proteger as minhas cordas vocais com água enquanto falo exaustivamente com os meus alunos? Se não nunca, quase. A preocupação foi do Bruno. E, meu Deus, quem - senão a minha mãe, quando eu ainda tinha 8 anos - colocaria uma garrafinha de água na minha bolsa? Eu acho que esse cara me ama.

São 2 meses e 3 dias que estamos vivendo sob o mesmo teto. Eu descobri que o Bruno não apaga a luz do banheiro quando sai e, assim, uma das minhas frases favoritas desde então é "Bruno, acho que tem alguém lá no banheiro". Brincadeira paranormal. Eu espero, do fundo do meu coração, que nunca tenha. A menos que a gente saiba disso. O Bruno também descobriu uma coisa para qual o meu pai sempre tentava alertá-lo: "Essa menina não lava a louça"! Não pense você que isso é real. Infelizmente não. Eu lavo sim. Só odeio, com todas as minhas forças.

Eu descobri que o Bruno tranca a porta do banheiro porque gosta de privacidade (e não quer que eu invada o seu espaço querendo usar o sanitário) e eu tomo banho, muitas e muitas vezes, com a porta aberta. Para refrescar. Ele também descobriu que eu como um pote de maionese por semana e isso já foi motivo de discussão aqui em casa. O pior é que não estou me esforçando para me livrar do vício. Aliás, trocamos a maionese comum pela light. Serve?

Uma coisa que me surpreendeu foi notar que o Bruno vive em uma realidade paralela num universo distante chamado Clash of Clans. Deus, por quê? Os criadores desse bendito jogo, suspeito eu, nunca imaginaram que isso poderia comprometer a vida social das pessoas? Eu, de vez em quando, estou querendo resolver o que vamos comer, e o Bruno está se preparando para mais um ataque à vila sei lá o que das quantas com o seu exército. Ataque esse que dura 3 infindáveis minutos. Nunca vi 3 minutos tão longos.

Entre essas e outras descobertas, reafirmo a cada dia uma coisa que eu já previa desde o início: fiz a melhor escolha. Eu amo mesmo esse cara e, que louco!, parece que esse sentimento só aumenta. O amor que eu estou sentindo agora desqualifica qualquer luz desnecessariamente acesa e, pasmem, até mesmo a saga dele em Clash of Clans.

5 comentários:

  1. Meu Deus! Nunca encontrei nada tão parecido antes. ( sou aluna do Bruno, quero dizer,fui aluna dele no ano passado.) E, por incrível que pareça, acabei de descobrir que ele tem as mesmas manias e o mesmo vício que o meu namorado. Pedro não apaga a luz quando sai do banheiro e se tranca sempre, supostamente, para ter mais privacidade mas desconfio que seja para jogar escondido ( kkkkkk ) . Ele é bem viciado nesse bendito jogo, esses 3 minutos são sempre os 3 minutos mais infinitos, assim como, os 3 minutos do macarrão instantâneo. Cuidado! Esse jogo me levou do ódio ao amor, e hoje também sou viciada, não quanto ele mas sou. Preferia não ter começado a jogar e continuar não entendendo que diabos era aqueles bonecos com cabelo rosa... E, sobre a maionese, não há nada melhor ! 😂😂😂❤

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Hahahaha ... Fiquei muito contente com o seu comentário! O bacana é que tem uma porção de gente se identificando com essa questão dos joguinhos. Que maravilha! rs

      Ps.: Você esqueceu de se identificar, né? :D

      Excluir
  2. Esse tal de amor, que nos faz crer que é possível mudar e modificar e se adaptar só pra estarmos ali pertinho de quem amamos.

    ResponderExcluir
  3. Nunca entendi esse negócio de trancar a porta do banheiro quando só estamos nós dois em casa. Hahahaha Hugo é exatamente assim. Eu sou como vc: portas abertas para o vento entrar :)

    ResponderExcluir

Deixe o seu traço riscar!