segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

O QUE EU [DES]APRENDI COM "O MÁGICO DE OZ".


Talvez eu seja, em muitos aspectos, como o leão que procura por coragem na Cidade das Esmeraldas. Enquanto o espantalho procura por um cérebro e o homem de lata por um coração, eu sigo, encarando a aparição do perigo com um rosto bravio e, por fim, chorando exageradamente ao ter a chance. Por medo.

Com toda a pureza de um longa-metragem infanto-juvenil, o Mágico de Oz foi um dos filmes que mais me ensinou algumas lições. A minha identificação com o leão, principalmente, me mostrou uma vertente um pouco mais gentil ao final. E a identificação deixou de ser triste, para servir de empoderamento.

O "Mágico de Oz", da maneira que podia, ajudou o leão com algumas reflexões, com a finalidade de fazê-lo entender o que ele, verdadeiramente, buscava; e era:

"- E a minha coragem? - perguntou o Leão, ansioso. - Eu sei que você tem muita coragem - respondeu Oz. Só precisa de confiança em si mesmo. Não existe criatura viva que não sinta medo diante do perigo. A verdadeira coragem consiste em enfrentar o perigo mesmo com medo, e esse tipo de coragem você tem de sobra."

Precisei assumir para mim mesma que, sim: se a coragem for, de fato, agir apesar do medo, eu a tenho. Ainda que essa coragem não seja premiada. Ainda que essa tal coragem não seja digna de "uma medalha". Acabo, por fim, me agarrando a mais um conselho do "mágico": "Mas você, amigo, é vítima de um pensamento desorganizado. Sofre com a triste ilusão de que não tem coragem só porque acaba fugindo do perigo. Confunde coragem com sabedoria."

Com essas lições, consigo chegar a duas conclusões: tenha coragem e, mesmo que o medo o consuma, busque a sabedoria. Afinal, o que a gente conhece nos assusta bem menos. Ou sequer assusta.

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