terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

SOBRE O MEDO DO NOVO (E O FIM DAS FÉRIAS).

 
Há pouco mais de uma semana não apareço por aqui. Não escrevo, não assumo compromissos, mal leio. Hoje são dois de fevereiro e anteontem foi o último dia das minhas férias. Antes que você pense que esse texto é para engrandecer o período de férias, já te digo que não. A verdade - verdadeira - é que eu, pelo menos, comecei a ficar assustada com o reinício. Ontem comecei uma nova etapa profissional. O trabalho em uma nova escola vai me expor a possíveis novas relações, novos colegas, novos alunos. E, não dá para negar, o novo sempre me assusta. A sensação que tenho (e que, às vezes, me angustia) é que frequentemente sou exposta ao novo. Por escolha própria. Confesso que é um tanto cansativo. Dois mil e quinze não foi um ano fácil, mas ao menos profissionalmente, no segundo semestre, as coisas começaram a tomar forma. Já havia me adaptado à escola em que trabalhava, feito amigos, sentido uma tranquilidade que há muito tempo não sentia em um ambiente de trabalho (o que é primordial para manter a sanidade). E, agora, "é tudo novo, de novo".
 
Prometi a mim mesma que abandonaria a insegurança no ano que passou. Me parece que não vai ser tão fácil assim. O que espero que vá me salvar é a energia da novidade. A liberdade de um recomeço e a chance de realizar algo ainda maior e mais louvável. De vez em quando, a gente vacila. Começa a se debater entre ansiedade e vontade de acertar e acaba caindo. Mas, ouvi em algum filme, por esses dias, que o que define um homem é a sua capacidade de se reerguer após uma queda. Ou algo bem parecido. Acho que vou adotar esse lema, caso a insegurança ainda não queira soltar a minha mão.
 
Não posso ter certeza se vou conseguir manter o ritmo de textos que tanto gostaria e que tentei manter durante as férias. Mas uma coisa é certa: vou fazer o possível para não permitir que o cotidiano me pregue peças, a ponto de eu não conseguir realizar aquilo que me faz bem. Como escrever.
 
Já é fevereiro. Agora, 2016 é para valer. Não vamos nos esquecer: Tudo o que a gente quer está do outro lado do medo.
 
Beijos e até!

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