quinta-feira, 14 de julho de 2016

COM QUE PESSOA, INDISCUTIVELMENTE, VOCÊ DEVERIA SE CASAR?

Que seja cedo ou nem tanto, em algum momento da vida, creio eu, a gente acaba se perguntando se, a partir dali, vamos passar os nossos dias sozinhos ou acompanhados; se um dia, casaremos de vestido branco; se os filhos serão dois, ou nenhum. Pode acontecer que quando esses questionamentos nos alcancem, a gente ainda não saiba muito da vida ou sequer tenha feito muitos planos. Contudo, quando chega a ansiedade e um possível medo da solidão se instala em nós, nosso "eu-sonhador" começa a desenhar em nossas expectativas aquele (ou aquela) que seria o nosso par ideal. E é aí que o erro começa.

Eu já idealizei tanto! Já me comprometi comigo mesma em me relacionar apenas com quem se encaixasse em meus devaneios. Que sonhasse os meus sonhos. Que vivesse os meus planos. E que fosse, o máximo que pudesse, parecido comigo. Doce ilusão. "Não se pode predefinir o amor, Laysla!" - é o que alguém deveria ter me dito. Talvez, eu mesma. Tudo isso, toda essa coisa de idealizar quem se quer, para que ouvisse um dia, quem sabe: "Prometo estar contigo na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, até que a morte nos separe".

Calma! E se ninguém me disser isso um dia? E se ninguém te disser? Confesso que, durante muito tempo, eu dancei a música do amor fora do ritmo. Isso porque não entendia que o amor é dois. E eu poderia jurar que o amor era um. Com a ideia de que o amor era um, virei as costas para mim mesma e, por muitas vezes, ignorei meus valores e opiniões; até que, um dia, me esqueci quem eu era. Acredite, é possível esquecer. E essa é uma das maiores injustiças que alguém pode fazer consigo mesmo: esquecer-se de si.

Para a minha sorte, o tempo passa. O tempo passa e traz com ele ensinamentos indispensáveis, como esse: quem, senão eu mesma, me acompanharia alegre ou triste, saudável ou enferma, rica ou pobre? Quanto tempo eu levei para descobrir! A pessoa com quem eu deveria me casar era eu. O meu compromisso, aconteça o que acontecer é, primeiramente, comigo; ainda que seja ora leve, ora pesado; ora enriquecedor, ora insuportável. Ainda assim, quando me olho no espelho, sempre procuro encontrar a menina por quem me apaixonei. Às vezes, ela se esconde. Mas, com um olhar atento, eu sempre a encontro.

Depois que entendi essa verdade, me senti confortável para amar de novo. Dessa vez, um outro alguém. Um alguém único e não uma réplica de mim. Um alguém que entende que sou bígama. Casada com ele, sim. Mas, primeiro e sempre, comigo mesma.






Beijos e até!

Um comentário:

  1. Aline de Souza Ferreira Martins19 de julho de 2016 22:26

    👏👏👏👏👏👏 Amei o texto, Laysla!!!!

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